Complexo de Subluxação Vertebral

 

A subluxação é um complexo de mudanças funcionais e/ou estruturais e/ou patológicas das articulações que comprometem a integridade neural e pode influenciar na função do organismo e na saúde em geral.

O Complexo de Subluxação vertebral possui essa nomenclatura porque é a combinação de cinco componentes. São eles:

Cinesiopatológico: inclui o desalinhamento propriamente dito e as irregularidades que esse desalinhamento gera ao movimento;
Histopatológico: altera o funcionamento dos tecidos circunjacentes, como ligamentos provocando micro inflamações, edema e aumento de temperatura no local, modificando também o suprimento sanguíneo;
Miopatológico: alteração do funcionamento dos músculos provocando espasmos, contraturas, fadiga e/ou atrofia;
Neuropatofisiológico: altera o impulso transmitido pelos nervos da região acometida para os órgãos e músculos inervados por eles, bem como altera os impulsos enviados dessas estruturas para o cérebro;
Patofisiológico: o conjunto desses quatro componentes provoca o início da degeneração da articulação, pode provocar aumento no depósito de cálcio na articulação gerando os chamados osteófitos (bico de papagaio – que são apenas uma tentativa do corpo humano de manter a articulação estável), hérnias de discos, retificação das curvaturas fisiológicas entre outros.

Os quiropraxistas conhecem os problemas gerados pelo Complexo de Subluxação Vertebral (CSV) há mais de cem anos. No entanto, as pesquisas científicas mostrando os efeitos do CSV e dos ajustes quiropráticos ainda são recentes, porém mostram os benefícios da quiropraxia na saúde em geral. Para ser realmente saudável é necessário que o sistema nervoso esteja funcionando sem as interferências provocadas pelo CSV.

O que pode acontecer se não tratarmos o complexo de subluxação vertebral?

Como dito anteriormente, quando nossa articulação possui o CSV a mesma inicia um funcionamento inadequado e que sobrecarrega as estruturas circunjacentes (ligamentos, cápsulas, vasos sanguíneos, disco intervertebral…) iniciando o processo de degeneração vertebral causada pela subluxação. Abaixo segue as fases da degeneração provocada pela CSV.

Normal: coluna vertebral considerada saudável possui as vértebras com formação anatômica normal, alinhamento perfeito, bem como o disco intervertebral com altura nos padrões e os forames sem redução nos espaços e curvaturas preservadas.

Fase I: Nessa fase a coluna não apresenta mais a mesma angulação da curvatura normal (aquela que ajuda na absorção de impacto), O movimento conjunto da região permanece praticamente o mesmo, porém o movimento segmental apresenta-se restrito. As bordas das vértebras permanecem com estrutura preservada. A altura dos discos começa a diminuir. Vale ressaltar que algumas subluxações levam anos para apresentar os sintomas.

Fase II: Agora a curvatura está praticamente ausente ou está ausente. Para movimentar a região o paciente tem dificuldade. As bordas das vértebras apresentam depósitos de cálcio e osteófitos alterando seu formato. Assim, o disco intervertebral perde mais líquido e elasticidade. As raízes nervosas tornam-se facilmente irritáveis. Algumas pessoas começam a sentir dor e os sintomas nessa fase. A parte mais complicada do tratamento desse tipo de paciente é a reestruturação da coluna, os sintomas são remitidos logo.

Fase III: Essa fase tem todos os atributos das anteriores, porém mais agravados. As curvaturas estão anormais, os discos intervertebrais estão mudados e com altura extremamente diminuída, iniciando a fusão das vértebras. Os depósitos de cálcio são abundantes. Comumente, nessa fase as pessoas apresentam restrição de movimento importante e exibe sintomas freqüentes e constantes.

Fase IV: Ultimo estágio da degeneração, onde os ossos estão totalmente fundidos e as articulações imobilizadas. Afeta a qualidade de vida, pois as alterações neurológicas apresentadas por esse paciente são constantes. Nas radiografias apresentam mudanças estruturais severas. Espaços discais parecem estar ausentes, as vértebras fusionadas. O paciente apresenta restrição de movimento severa. O tratamento quiroprático nessa fase fica muito limitado, sendo indicado o tratamento médico cirúrgico.

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